Cristo nos corações

O apóstolo Paulo segue um roteiro interessante na sua Epístola aos Efésios. Primeiramente, ele medita sobre a riqueza das bênçãos de Deus, em Cristo, o que o motiva naturalmente à oração. Depois, prossegue desenvolvendo o seu grande tema sobre o propósito de Deus em Cristo, ao falar da surpreendente graça divina, que traz nova vida aos pecadores penitentes, independentemente de raça, cor e posição social. A sua expressão destes grandes fatos, os quais possuem uma importância prática para a vida, leva-o naturalmente a orar de novo, dizendo: “Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que vocês tenham raízes e alicerces no amor, para que assim, junto com todo o povo de Deus, vocês possam compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade.”

Alguém disse que, a nossa vida é controlada por aqueles que moram dentro de nosso coração. Certa vez, uma revista em quadrinhos publicou ilustrações que apresentavam os diversos moradores de um coração incrédulo. As forças negativas estavam representadas por animais. O pavão representava o egoísmo; o porco, a glutonaria; a cobra, a falsidade; o tigre, o ódio; o sapo, o mexeriqueiro; e o bode, a provocação. Quem tiver tais moradores em seu coração, certamente só poderá produzir o mal e ficar afastado de Deus. E, na verdade, por nascimento, todos nós somos assim. É necessário Deus intervir e fazer um despejo radical, para que um novo habitante tome posse em nosso coração.

“Cristo viva no coração de vocês.”

E o apóstolo Paulo apresenta este novo morador: “Cristo viva no coração de vocês.” Cristo deve habitar em nossos corações, pela fé, e então, por meio de um firme fundamento de nossas vidas em amor, poderemos seguir em direção a um entendimento de Deus cada vez mais profundo. Quando Jesus vem habitar em nossos corações, ele expulsa todas as coisas ruins, purifica o nosso interior e toma conta de nossa vida. Portanto, a habitação de Cristo no coração significa não apenas poder, mas também pureza, sabedoria, humildade, paz, inspiração e amor.

Quem e o que está dirigindo a minha e a sua vida? - Que Deus Espírito Santo sempre habite em nosso coração, nos fortaleça na fé e nos dê entendimento da Sua Santa Palavra, garantindo-nos a vida verdadeira, aqui e na eternidade. Por Cristo Jesus. Amém.

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº368

Da infância à velhice

Numa pequena vila europeia, um nobre rico construiu uma capela. Um legado útil que ele resolveu deixar aos seus concidadãos. No dia da inauguração todos ficaram admirados com a beleza da esplêndida construção. Mas, pouco antes do início do culto festivo, os participantes observaram que não havia luz no interior da capela. E, surpresos, todos perguntavam: Onde estão as lanternas? O nobre, então, apontou para os suportes embutidos na parede. Em seguida, entregou para cada chefe de família uma bonita lanterna que deveria ser trazida à capela todas as vezes que os membros do clã comparecessem aos serviços religiosos. E, por fim, o nobre benfeitor falou: “Assim o lugar que vocês porventura ocuparem ficará iluminado. Porém, toda vez que vocês faltarem aos cultos uma área desta casa de Deus permanecerá na obscuridade”.

"Luz na parede" (foto: Jean Tosetto)

Todos os cristãos devem ir regularmente à igreja, a menos que impedidos por doença, por algum trabalho inevitável, ou por uma emergência. Isso deve ser uma matéria de consciência e um ato de culto. Nada acontece numa comunidade tão importante para a vida da mesma, como os cultos dominicais na igreja. Todo o cristão deve amar a sua igreja e nesse dia e hora marcados deve afluir em massa para honrar, louvar e agradecer Aquele em cujo nome a Igreja existe.

Cada cristão deveria tomar em seu coração a seguinte resolução: “Crendo que Jesus fundou a Igreja; crendo que a Igreja existe para propagar o evangelho de Cristo; crendo que o método da Igreja fazer isto é reunir-se frequentemente em nome do Deus Triúno; crendo que é dos planos de Deus que esta frequência seja semanal, e, que para isto nos deu um dia – o Domingo, Dia do Senhor – PROMETO que enquanto eu viver, a menos que impedido por doença ou necessidade extrema, domingo irei à Igreja, procurando fazê-lo por um só motivo: POR AMOR A CRISTO, meu Senhor, Salvador e Rei.”

Todo congregado deve ter consciência do valor da assiduidade no Culto e na Santa Ceia. É um dever cristão para com Deus, da infância à velhice, estar na igreja e, se possível, dominicalmente. Quão louvável é expressar com sinceridade a mesma experiência do salmista, quando disse: “Como eu amo o teu Templo, ó Senhor Todo-Poderoso!” (Sl. 84.1).

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº367