Nova Odessa Luterana

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Um pé de bambu

Foto: luterno.com
Bambu sustenta uma tuia.
Enquanto o jardineiro colhia as mais belas flores, um pé de bambu considerava a sua inutilidade naquele jardim. Inconformado com a situação, pediu ao jardineiro que também o usasse. Então, certo dia, o jardineiro chegou com uma foice investindo contra ele, no que foi interrompido sob protesto: “Assim não! Perder a minha posição no jardim? Isso nunca!” O jardineiro lhe explicou que este era o único caminho para ele ser útil naquele jardim. Após alguma relutância, ele concordou. Uma vez cortado, o jardineiro começou a tirar a sua rica folhagem. Renitente, o pé de bambu disse ao jardineiro: “Neste despojamento perderei a minha única beleza?” Mas, sem outra alternativa, o pé de bambu concordou com tudo o que ainda viesse. Daí, o jardineiro rachou o pé de bambu de alto a baixo, partindo-o ao meio e depois arrancou os nós que separavam os gomos. Esta operação foi muito dolorosa para o pé de bambu. Enfim, terminada toda a sorte de violências, restava-lhe agora apenas saber que serventia ele iria ter no lindo jardim. O jardineiro, então, com as duas metades do pé de bambu, armou bicas de água, vindas de uma fonte até os canteiros do jardim. E assim, com esta irrigação automática, o jardim que já era bonito, ficou mais belo ainda.

Esta ilustração do pé de bambu traz uma importante lição para quem deseja se tornar um canal de bênçãos neste novo ano e, certamente, na vida. Para tanto, se for necessário, deverá deixar-se cortar de sua orgulhosa e auto-suficiente posição social, deverá desistir de sua ambição doentia por uma vida esplendorosa, deverá concordar em ser dividido para servir duplamente e deverá permitir que lhe arranquem os nós de seus fúteis caprichos pessoais e de suas vaidades egocêntricas.

Confessemos a Deus as nossas fraquezas. Confiemos no perdão que Ele nos oferece por meio de Cristo. Peçamos ao Espírito Santo para que Ele aja em nosso coração, pela Palavra e Sacramentos, e transforme a nossa vida num canal de água viva. Então sim, seremos úteis, qual o pé de bambu, e serviremos de bênção para muitos ao longo da vida.


- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº340

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De quem é este Natal?

ADVENTO! NATAL!

Incrível, eis que estamos novamente nesta época em que quase todos comemoram jubilosos o Natal. Mas . . .

Bolas de Natal e uma Interrogação - foto de Jean Tosetto


DE QUEM É ESTE NATAL ?

Será das crianças? Sem dúvida, é um tempo festivo para elas. Luminárias coloridas. Árvores cintilantes. Amigos secretos. Surpresas. O programa na igreja, após longos ensaios. A alegria um tanto incompreendida sobre o Menino na manjedoura . . . Não será das crianças?

DE QUEM É ESTE NATAL ?

Será da família? Quem, porventura, não se alegra em reencontrar-se com seus parentes? Rever seus filhos, netos, pais, avós? Conversar amigavelmente ao redor de uma mesa servida com alimentos apetitosos? Trocar presentes ao som de uma música natalina . . . Não será da família?

DE QUEM É ESTE NATAL ?

Será dos comerciantes? Avenidas, ruas e calçadas enfeitadas, as lojas e vitrines com promoções atraentes, numa luta desenfreada para conquistar a preferência dos consumidores. Brinquedos, bonecas, carrinhos, bolas, eletrônicos, artigos sofisticados e bugigangas dispensáveis. Vale tudo na luta pelo retorno dos milhões investidos . . . Não será do comércio?

DE QUEM É ESTE NATAL ?

Quem planejou este milagroso nascimento em Belém, que acabou se concretizando conforme os mínimos detalhes da profecia? Quem doou este Filho para ir à cruz, a fim de que por sua morte e ressurreição houvesse possibilidade de se festejar natais de criaturas perdidas para redimidas? Somente quem pode oferecer ao pecador perdão, vida e salvação?

DE QUEM É ESTE NATAL ?

“Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus.” Gl. 4.4,5.


- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº339

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Sem bagagem

No dia 5 de outubro de 2011, segundo afirmou Barack Obama, “o mundo perdeu um visionário, e pode ser que não haja um tributo maior a seu sucesso que o fato de que boa parte do mundo se inteirou de seu falecimento através de um engenho inventado por ele.” O presidente americano referia-se a Steve Jobs, aquele que fez a Apple ser o que é: a empresa que teve o maior aumento do valor de marca no ranking 2011.

Na mesma data, foi encontrado num beco periférico de São Paulo, o cadáver de um homem de meia idade, maltrapilho e sem identificação, de acordo com um minúsculo registro na página policial.

Diante desse contraste, lembrei-me daquelas inspiradas palavras do apóstolo Paulo ao seu discípulo Timóteo: “O que foi que trouxemos para o mundo? Nada! E o que é que vamos levar do mundo? Nada!”. (1 Tm. 6.7) 

"Timóteo e sua avó".  Óleo sobre madeira de Rembrandt, cerca de  1648.

Há famílias que se ufanam da nobreza de sua estirpe e indivíduos que reivindicam direitos de nascimento. Porém, a Bíblia nivela a sociedade. O “nada trouxemos” coloca todos em pé de igualdade, sem bagagem.

A vida é dádiva de Deus. O nosso corpo é presente do céu. Tudo é oferta do Senhor. Ele confiou-nos a administração de todos os bens, mas jamais nos conferiu a propriedade dos mesmos. Nada levaremos deste mundo. Nada, a não ser nós mesmos. A riqueza ou a pobreza verdadeira são sempre interiores. O que acumularmos no mundo, fica. O que somos dentro de nós mesmos, atravessará o vale da morte e estará perante Deus e a eternidade. Um famoso bilionário morto é absolutamente igual a um anônimo mendigo morto. Só Jesus no coração pode marcar a diferença.

Portanto, convictos do perdão e da salvação em Cristo, cabe-nos a tarefa de usar com acerto o que aqui recebemos e temos, mas, que não nos pertence. Nada levaremos deste mundo, a não ser o que decidimos ser no íntimo. Isto constituirá a medida pela qual Deus julgará cada um, bilionário ou pobre, ilustre ou desconhecido. O cuidado que dedicamos ao que de Deus recebemos, reflete o apreço pela sua origem e valor.


- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº338

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Melhorias em nossa casa

A propriedade da Igreja Evangélica Luterana de Nova Odessa contará com  dois  padrões de água e energia, para uso separado do templo e da futura residência pastoral.

Na última semana de outubro de 2011 estivemos acompanhando os trabalhos de melhoria das instalações hidráulicas e elétricas do patrimônio arquitetônico da Igreja Evangélica Luterana de Nova Odessa, sob as orientações do técnico em edificações e membro da comunidade, Edinho Valente, a quem desde já agradecemos pelo empenho na manutenção do templo.

Novo ramal de alimentação de energia para o templo, com nova disposição para a iluminação do jardim, liberando espaço na região central do mesmo.

Edinho Valente apresenta a nova rampa de acesso para portadores de necessidades especiais, ligando os sanitários do salão social ao terraço da churrasqueira.

O depósito dos fundos ganhou uma revisão nas perfurações do reboco,  embolsamento das telhas cumeeiras e instalação elétrica.

Como as imagens registram, ainda há muito o que ser feito. O importante é que os trabalhos não param. Aos poucos, vamos nos estruturando para receber um pastor residente, que poderá levar adiante os mais de 60 anos de tradição do luteranismo em Nova Odessa e região.

- por Jean Tosetto

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