O ódio

O ódio - mensagem para refletir


“Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados:  Não mate. Quem matar será julgado. Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado.”  Mt.5.21,22ª

O ÓDIO

A amizade é uma das maiores riquezas e quem coleciona amigos é sábio. A propósito, Salomão, no Livro de Provérbios, capítulo 18, versículo 24, afirma:  “Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão.”

O ideal divino é que haja harmonia e paz nos relacionamentos interpessoais.  Entretanto, até em ambientes propícios a tranquilidade e paz, surgem inimizades. Mesmo nas igrejas há pessoas com relacionamentos rompidos e o pior ainda é que destes nem todos procuram praticar o ensinamento de Jesus, exposto no Sermão do Monte:  “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados:  Não mate. Quem matar será julgado. Mas eu lhes digo que qualquer um que ficar com raiva do seu irmão será julgado.”

A Lei de Deus, que foi entregue a Moisés, proibia o ato de assassinar.  O homicídio era severamente condenado por Deus. Jesus agora coloca um novo foco acerca do homicídio, demonstrando que tal crime é possível ocorrer através da mais simples ofensa ao semelhante. O Salvador ensina que o ódio é a raiz do pecado contra a vida humana e pode levar alguém à prática do assassinato. Jesus amplia a aplicação da proibição indo além do ato de tirar a vida física de uma pessoa. Matamos o próximo não só quando excluímos da convivência de seus familiares e amigos, tirando-lhe a vida.  Mas, mesmo quando o deixamos vivos para os outros, o matamos para nós mesmos com nossas palavras, atitudes, iras, rancores, antipatia, repulsa, aversão, inimizades, insultos, desprezo e humilhação.

Estes comportamentos contrários aos ensinos do Mestre geram conflitos, destroem relacionamentos humanos e constituem-se obstáculos à vida de culto, oração e testemunho cristão.  E, segundo Jesus, só há um tratamento para se ajustar relacionamentos quebrados:  a reconciliação. Pois onde há amor e perdão, ali também haverá amizade, paz, união, respeito e solidariedade.

Oração:  Ó Deus Eterno, livra nosso coração de qualquer sentimento de ira, raiva e ódio.  E se porventura fraquejarmos, perdoa-nos, corrige-nos e ensina-nos a andarmos em conformidade com a tua vontade. Por amor de Cristo, nosso Senhor e Salvador. Amém.

- Pastor Alaor Güths dos Santos

Publicado originalmente em "Cinco Minutos Com Jesus" - CMCJ – No. 14.289 – 2ª. Feira - 11 de julho de 2016  -  Mt. 5.21-26


Dia do Amigo

Pericope Adulterae. Por Nicolas Poussin (1653), no Louvre, em Paris. The Yorck Project: 10.000 Meisterwerke der Malerei. DVD-ROM, 2002. ISBN 3936122202. Distributed by DIRECTMEDIA Publishing GmbH.
Quem era o único amigo da pecadora neste julgamento em praça pública?

O “Dia do Amigo” é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho, aniversário da chegada do homem a lua em 1969. Foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro, que enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis. Então, por que não lutar pela amizade entre os povos e fomentar a cultura da paz no mundo?!

Imbuídos do sentimento que a data nos propõe, vamos refletir sobre Aquele que é o nosso verdadeiro e maior Amigo. Foi Dele esta afirmação registrada no Evangelho de João, capítulo 15, verso 13: “Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles.”

Como definir amigo? É difícil. Diz uma música que amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito. Salomão, no livro bíblico de Provérbios, diz: “O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão”(17.17). Mais adiante afirma: “Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” (18.24). E ainda aconselha: “Não abandone o seu amigo, nem o amigo do seu pai” (27.10).

Sabemos que a base de uma amizade é a identificação de um com o outro. Amigo é aquele que nos oferece o ombro, nos estende a mão, nos ouve com mente aberta, nos corrige com sabedoria, nos exorta com amor, nos consola nas derrotas e se entusiasma com nossas conquistas. Alguém deve estar pensando: Amigos assim, se há, são raros. É verdade!

Mas, existe UM amigo perfeito que deseja estabelecer conosco laços de união que vão além do tempo e do espaço: JESUS! Ninguém tem maior amor por nós do que ele. E a sua maior prova de amizade foi dar a sua própria vida em favor de nós, libertando-nos do mal e graciosamente nos oferecendo perdão e salvação. A amizade do mundo é passageira, mas a de Jesus é eterna. Seja amigo dele e mostre-lhe esta amizade vivendo de conformidade com a Sua Palavra.

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº 400