Como seria? Como será?

“Portanto, lembrem do que aprenderam e ouviram. Obedeçam e se arrependam. Eu venho logo. Guardem o que vocês têm, para que ninguém roube de vocês o prêmio da vitória.” - Ap. 3.3a e 11. (foto: Jean Tosetto)

COMO SERIA...

...Se Deus não tivesse tempo para nos abençoar hoje, porque não tivemos tempo para agradecer-lhe em nenhum dos cultos na Quaresma e talvez nem reservaremos tempo para cultuá-lo na Páscoa?

...Se Deus decidisse não nos guiar no dia de amanhã, porque nós não O seguimos já há muitos dias passados?

...Se Deus resolvesse não caminhar mais conosco, porque não reconhecemos cada novo dia como um presente que Ele nos dá?

...Se Deus nunca mais deixasse nós vermos uma flor brotar, só porque reclamamos quando Ele fez chover e nós queríamos passear?

...Se Deus deixasse de nos amar e cuidar de nós, porque deixamos de amar e de nos importar com o nosso semelhante?

...Se Deus hoje rasgasse Suas leis escritas, porque ontem não lemos o que Ele disse, e desistisse de nos ensinar amanhã?

...Se Deus nos privasse das suas mensagens, porque pouco ouvimos os seus mensageiros, raramente frequentamos a Igreja e há muito tempo não participamos da Santa Ceia?

...Se Deus não tivesse tomado prévias providências, para que estivéssemos preparados para pagar o preço dos males que causamos?

...Se Deus não nos ouvisse hoje, só por apostar que não O ouviríamos no dia do amanhã?

...Se Deus escutasse nossas orações da mesma forma que escutamos Seus chamados para o serviço na Igreja?

...Se Deus atendesse as nossas necessidades, da mesma forma que atendemos os seus conselhos e pedidos?

...Se Deus nos fechasse todas as portas, só porque não abrimos nossos corações à Sua Palavra e nossos bolsos para o sustento de Sua obra?

E COMO SERÁ...

...Se não nos importarmos com nossas respostas e continuarmos indiferentes para com o Cristo Ressuscitado e negligentes para com o Seu Reino?

“Portanto, lembrem do que aprenderam e ouviram. Obedeçam e se arrependam. Eu venho logo. Guardem o que vocês têm, para que ninguém roube de vocês o prêmio da vitória.” - Ap. 3.3a e 11.

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº 397


Um ano melhor

"A figueira no parreiral" - imagem criada por Jean Tosetto especialmente para esta mensagem.

“Certo homem tinha uma figueira na sua plantação de uvas. E, quando foi procurar figos, não encontrou nenhum. Aí disse ao homem que tomava conta da plantação: - “Olhe! Já faz três anos seguidos que venho buscar figos nessa figueira e não encontro nenhum. Corte esta figueira! Por que deixá-la continuar tirando a força da terra sem produzir?” – Mas o empregado respondeu: - “Patrão, deixe a figueira ficar mais este ano. Eu vou afofar a terra em volta dela e pôr bastante adubo. Se no ano que vem ela der figos, muito bem. Se não der, então mandarei cortá-la.” – Esta parábola contada por Jesus em Lucas 13.6-9 lembra-nos o novo ano. A expectativa do Salvador evidencia-se nestas palavras: “...venho buscar figos nesta figueira” e o seu grande desapontamento manifesta-se ao dizer: “e não encontro nenhum”.

É difícil avaliarmos o valor real do nosso trabalho realizado no último ano. Mas Deus não nos julga durante um período como fez à figueira. As condições do trabalho podem variar e impedir a mesma colheita do ano anterior. Porém, é agradável a Deus que demos fruto, e devemos semear a Palavra esperando resultados. E certamente ficaremos desapontados quando os investimentos feitos não surtirem efeitos. Eis o julgamento da figueira: “Por que deixá-la continuar... sem produzir?” E a sentença: “Corte esta figueira!”.

Há um julgamento derradeiro para o cristão sem frutos. Não é pronunciado no primeiro ano, talvez nem no segundo ano ou na próxima década. No entanto, sempre que encontramos desculpas para as nossas falhas, erros, negligência e infidelidade nos aproximamos do julgamento e do veredito finais.

O empregado corajosamente intercedeu a favor da figueira: “Deixe-a mais este ano...”. Também a cada um de um nós é dada esta extensão. Temos 365 dias à nossa frente. Então, com o auxílio e o poder de Deus Espírito Santo, procuremos produzir mais frutos espirituais (Gl.5.22,23). Conseguiremos isso, aprofundando a nossa vida devocional, fortalecendo nossa fé pela Palavra e Sacramento do Altar, frequentando os cultos e a Santa Ceia, aprimorando nossas relações com o próximo e praticando uma boa mordomia dos bens e talentos que Deus nos deu.

Que o Senhor nosso Deus nos ajude a produzir frutos dignos de arrependimento. E assim contribuiremos para fazer deste ano UM ANO MELHOR.

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº 395