A benção para um novo ano

“Que o Senhor os abençoe e os guarde; que o Senhor os trate com bondade e misericórdia; que o Senhor olhe para vocês com amor e lhes dê a paz.”


Que privilégio podermos iniciar um novo ano recebendo esta bênção de Deus, que se encontra no livro bíblico de Números, capítulo 6, versículos 24 a 26: “Que o Senhor os abençoe e os guarde; que o Senhor os trate com bondade e misericórdia; que o Senhor olhe para vocês com amor e lhes dê a paz.”

Esta tríplice bênção os sacerdotes de Israel – Arão e seus filhos – por indicação do próprio Deus ao seu servo Moisés, pronunciaram sobre o povo israelita.

Mas, seu uso não está confinado ao clero. Tais palavras têm sido empregadas em inúmeras ocasiões através dos séculos como meio de suplicar a Deus favorecimento a outros. Incluem um pedido de proteção e cuidado, de graça e compaixão, de harmonia e serenidade.

São palavras bem conhecidas, especialmente por aqueles que congregam fielmente nos cultos cristãos, pois elas são frequentemente usadas para finalizar tais momentos de reunião e comunhão.

“Se for para pedir a bênção e me dizerem Deus o abençoe, eu vou pedir diretamente a ele, sem intermediário”, disse alguém. Tudo bem, nada o impede de fazê-lo. Deus poderia abençoar diretamente o povo de Israel sem passar por Arão, mas não fez assim. Ele preferiu nos dar esta possibilidade porque deseja que nos abençoemos uns aos outros ao invés de nos amaldiçoarmos reciprocamente. Então, que tal exercitarmos esse hábito em nosso ambiente familiar e no convívio com demais pessoas?

A maior bênção que recebemos de Deus foi o envio de Seu Filho Jesus para nos resgatar do pecado e da condenação. Por sua vida, morte e ressurreição nos é oferecido perdão, salvação e paz. E o que nós temos de fazer com isso? Crer e confiar na palavra do Senhor.

A bênção de Deus repousa sobre aqueles que confiam e consagram suas vidas ao Senhor. Portanto, creia e confie! Viva pela fé no Filho de Deus e desfrute de suas inigualáveis bênçãos agora e ao longo do novo ano e SEMPRE!

Oração:

Senhor Deus, que a tua mão permaneça bondosamente sobre nossas cabeças ao longo da vida e, por intermédio de Cristo Jesus, nos conceda perdão, fé, paz e suas demais bênçãos.

Amém.

Alaor Güths dos Santos
Pastor

Publicado originalmente no boletim "Informativo Concórdia" nº 28 em janeiro de 2020.

Natal é vida

"Anjos anunciam o nascimento de Cristo para os pastores" (1639) - pintura de Govert Flinck (1615-1660) pertencente ao acervo do Museu do Louvre em Paris, França.
"Anjos anunciam o nascimento de Cristo para os pastores" (1639) - pintura de Govert Flinck (1615-1660) pertencente ao acervo do Museu do Louvre em Paris, França. 

Boas notícias nem sempre acontecem de uma hora para outra, como uma notícia inesperada. Às vezes elas são esperadas e aguardadas por um longo período. O nascimento de um filho é um exemplo disso. Há o planejamento, depois meses de espera, então a notícia do nascimento enche de felicidade tanto os corações dos pais como de todos os que o aguardavam com muita expectativa.

Nos dias do Rei Herodes, um anjo do Senhor desceu no lugar onde alguns pastores guardavam o seu rebanho, a glória do Senhor brilhou ao redor deles e ficaram com muito temor. Então o anjo disse: “Não temais; eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (v.10-12). Logo depois uma multidão de anjos apareceu e todos cantavam e louvavam a Deus, dizendo: “Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem” (v.14).

A Boa Nova do nascimento do Messias era algo que a própria Escritura por meio dos profetas já havia anunciado e eles aguardavam com muita expectativa: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14). “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Os anjos anunciaram a Salvação para todos: Homens e mulheres, ricos e pobres, instruídos e rudes! A notícia era clara, para todo o povo! Todos do povo de Israel. Então, talvez você esteja se perguntando agora: "Mas e eu, hoje, onde entro nessa história?"

Lá no princípio de tudo, quando Deus criou os céus e a terra, ele disse que tudo era muito bom, pois criou todas as coisas a partir do seu grande amor. Mesmo com a queda em pecado e a desobediência do ser humano em relação a Deus, o Senhor não abandonou o seu povo. Isso ele fez quando escolheu o Povo de Israel para revelar o plano da Salvação e apontar para o Messias.

Os judeus esperavam um Messias que revelaria um reino terreno a fim de exaltá-los sobre as outras nações. Eles não estavam errados, mas na verdade, Jesus Cristo veio para manifestar um reino diferente, não somente terreno, mas também espiritual. E Jesus mostrou que o Reino de Deus já estava entre eles, ao realizar seus milagres e curas. Contudo, esse Reino era também e, principalmente, uma realidade futura.

A maior manifestação do grande propósito da vinda de Jesus se revelou na cruz quando ele afirmou que a nossa dívida estava paga. E após sua ressurreição, Jesus afirmou aos seus discípulos: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-20).

Por isso, eu e você também podemos nos alegrar com a notícia da qual os anjos anunciaram aos pastores nas campinas de Belém, de que o Messias nasceu. Essa notícia tem sido dita para nós desde que fomos acolhidos na família da fé e feitos parte do povo de Deus, pela Palavra e Batismo, por graça de Cristo.

Portanto, Natal é vida! Natal assinala o nascimento de Jesus, o Cristo Salvador que veio com
grandes bênçãos a todos nós pecadores. Natal é vida e vida eterna! Amém!

Publicado originalmente no boletim "Informativo Concórdia" nº 27 em dezembro de 2019.