Almoço da Igreja Luterana de Nova Odessa - 2011





O frio e a chuva que temperaram a semana no interior de São Paulo até assustaram um pouco, mas nada que tirasse a confiança e o empenho dos membros voluntários da Igreja Evangélica Luterana de Nova Odessa em realizar mais um almoço anual no salão social da comunidade.

Mesas e cadeiras postas, o primeiro convidado a aparecer foi o sol, que banhou o jardim do templo com raios quentes e animadores. Com isso, casacos e luvas foram deixados de lado e as mãos foram colocadas na massa. Literalmente. A salada de maionese estava deliciosa, assim como a torta de limão vendida para este que vos escreve.

O fogo de chão assou o churrasco gaúcho e polenta correu solta de boca em boca. Uma grande mesa ficou à disposição dos presentes, com saladas diversas e utensílios descartáveis. Teve violão num canto e televisão no outro, para os entusiastas não perderem o Grande Prêmio do Canadá.

Mas o Grande Prêmio, de fato, estava em Nova Odessa mesmo, na companhia de velhos e novos amigos, contando piadas, perguntando daqueles que não puderam comparecer, e brindando mais um dia que passou rápido demais: uma fração do tempo para preparar, servir e organizar o recinto depois da festa, que dá menos trabalho do que satisfação.

Neste ano, o evento coincidiu com o dia dos namorados. Então, não poderíamos encerrar nosso breve relato sem saudar os românticos e apaixonados convictos. Quando as coisas são feitas de coração, tudo fica mais colorido. Obrigado à todos!

- Jean Tosetto

Eu sei, ó Senhor!

“Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos.” (Jr.10.23) O profeta não sugere dúvida aqui, mas faz uma afirmação convicta e segura: “Eu sei, ó Senhor”. Jeremias tem certeza do que vai dizer a seguir: “que não cabe ao homem determinar o seu caminho.” Mas, em quais circunstâncias o profeta elevou esta oração a Deus?

Observando o contexto, percebemos que Jeremias enfrentava uma situação desesperadora. O exílio era iminente. Ele confessa as suas limitações, se sente abandonado por todos, e se enche de desgosto perante o triste destino da nação israelita. De fato, a situação estava totalmente desfavorável para ele, pois tudo havia falhado. E agora?

O profeta Jeremias retratado por Michelangelo na Capela Sistina.
 
Muitas vezes tentamos dar rumo às nossas vidas pensando fazer o melhor e, de repente, acabamos num beco sem saída. Se enfrentarmos dias parecidos aos do profeta, seja pela dor de perder uma pessoa a quem amamos, por necessidades materiais, por lutas de consciência e por outras turbulências na vida, lembremo-nos que se tivermos a convicção do profeta, estaremos seguros naquele que nunca nos deixa abandonados.

Quando tudo parece perdido, Deus age. Mesmo quando não há mais nada a fazer, nem lágrimas para chorar, nem um ombro para se apoiar, sempre haverá uma esperança. É justamente nesse momento que Jeremias nos lembra que há um detalhe tremendamente importante, que faz a diferença em tudo, e que nós começamos a ser vitoriosos no instante em que admitimos isso: “Eu sei, ó Senhor.”

Apesar dos revezes da vida, Jeremias sabia e acreditava que “não cabe ao homem determinar o seu caminho”. A nossa vida é propriedade de Deus e a nós cabe executar a tarefa de mordomos dele, que somos pela graça e o perdão de Cristo Jesus. Então, se alguém está atravessando por problemas e dificuldades, lembre-se de que Deus tem o melhor futuro e o melhor rumo para a sua vida, desde que esteja seguro e convicto de que: “não cabe ao homem ... dirigir os seus passos”. 

- Pastor Alaor

Publicado originalmente no boletim informativo da CELC/SP - nº333


Posição da IELB sobre união homossexual

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) está estabelecida num país onde há liberdade de viver, se expressar e agir conforme a decisão ou vontade de cada um. Assim, a opção sexual faz parte dessa liberdade. Por outro lado, a IELB também entende que a liberdade de discordar e não aceitar em seu meio uma união homossexual, por esta ferir os princípios da Bíblia Sagrada, faz parte da sua liberdade e não lhe pode ser cerceada, pois fere a Constituição Nacional. A Constituição Brasileira, no seu Artigo V, incisos IV, VI, VIII e IX, diz:

IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

Assim, precisamos diferenciar homossexualismo de homofobia. A Igreja Luterana não concorda com a conduta homossexual, mas não discrimina o ser humano homossexual.

Por isso declaramos:

1 – A IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL crê e confessa que a sexualidade é um dom de Deus, destinado por Deus para ser vivido entre um homem e uma mulher dentro do casamento.

2 - A IELB crê e confessa que o homossexual é amado por Deus como são amadas por Deus todas as suas criaturas.

3 - Em amando todas as pessoas e também o homossexual, Deus não anula o propósito da sua criação.

4 - Por esta razão, a igreja, em acordo com a Sagrada Escritura, denuncia na homossexualidade um desvio do propósito criador de Deus, fruto da corrupção humana que degrada a pessoa e transgride a vontade de Deus expressa na Bíblia. 

“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: é confusão. Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que praticaram antes de vós, e não vos contamineis com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 18.22,23,30); 

“Por isso Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro” Romanos 1.24,27); 

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).

5 - Porque a homossexualidade transgride a vontade de Deus e porque Deus enviou a igreja a levar Cristo Para Todos, a igreja se compromete a encaminhar o homossexual dentro do que preceitua o amor cristão e na sua competência de igreja, visando a que as pessoas vivam vida feliz e agradável a Deus; Mateus 19.5: “... Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”

6 - A IELB, repudiando qualquer forma de discriminação, deve estar ao lado também das pessoas de comportamento homossexual, para lhes dar o apoio necessário e possam vir a ter a força para viver vida agradável a Deus.

7 - Diante disto repudiamos a idéia de se conceder à união entre homossexuais o caráter de matrimônio legítimo porque contraria a vontade expressa de Deus e dificulta, se não impossibilita, a oportunidade de tais pessoas revisarem suas opções e comportamento.

8 - Repudiamos também, por conseqüência, a hipótese de ser dado a um casal homossexual a adoção e guarda de crianças como filhos porque entre outros prejuízos de formação, formará na criança uma visão distorcida da sua própria natureza.

Fiéis ao nosso lema CRISTO PARA TODOS ensinamos que a igreja renova também o seu compromisso de receber pessoas homossexuais no amor de Cristo visando que a fé em Jesus as transforme para a nova vida da qual Deus se agrada.

Em nome da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

Rev. Egon Kopereck
Presidente IELB

*(A posição da IELB atende ao disposto em parecer da Comissão de Teologia e Relações Eclesiais, da 57ª Convenção Nacional)

12 de maio de 2011